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DOENÇAS E MODALIDADES DE TRATAMENTO
Curiosidades sobre disfunções miccionais e bexiga hiperativa

1) O que é a disfunção miccional ou bexiga hiperativa? É o mesmo que incontinência urinária? Tem relação entre um e outro?

Disfunção miccional é um termo genérico utilizado para se referir a problemas de função da bexiga urinária, que incluem dificuldade para armazenar ou reter a urina. A incontinência urinária é um tipo de disfunção miccional, caracterizada pela perda involuntária de urina pela uretra.

Segundo os dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), estima-se que uma a cada 25 pessoas pode sofrer de incontinência urinária ao longo da vida. Cerca de 40% das mulheres após a menopausa perdem urina de forma involuntária. Aproximadamente 8% dos homens que passam por alguma cirurgia da próstata também vivenciam por um período a incontinência.

Existem 3 tipos básicos de incontinência urinária, listados abaixo, que podem ocorrer em ambos os sexos:

Incontinência urinária aos esforços

Incontinência urinária de urgência

Incontinência urinária por transbordamento

A incontinência urinária aos esforços se caracteriza pela perda involuntária de urina (via uretral) que ocorre durante manobras de esforço, como tossir, espirrar, levantar peso ou, até mesmo, mudança de posição (levantar-se da cama, por exemplo). Existem fatores de risco para a ocorrência deste tipo de perda urinária. O principal fator de risco para ocorrência de incontinência urinária aos esforços nos homens é a cirurgia radical da próstata (prostatectomia radical), que é uma das modalidades de tratamento do câncer de próstata. Em função da proximidade entre a próstata e o esfíncter urinário (esfíncter externo da uretra), este pode se tornar incompetente para manter a continência urinária no período pós-operatório (esta situação acomete até 10% dos homens submetidos à cirurgia radical da próstata). Nas mulheres, os fatores de riscos estão relacionados ao número de gestações, menopausa, obesidade e prolapsos de órgãos pélvicos (“bexiga caída”, “útero caído”).

A incontinência urinária de urgência, também chamada urge-incontinência, é a perda involuntária de urina que vem acompanhada de um desejo intenso de urinar, que é difícil de controlar (segundo definição da Sociedade Internacional de Continência – ICS). Esta modalidade de incontinência urinária também pode acometer ambos os sexos e todas as faixas etárias. A urge-incontinência urinária ocorre quando o músculo da bexiga se contrai em momentos inadequados, mesmo com a bexiga “pouco cheia”, caracterizando o que se chama Síndrome da Bexiga Hiperativa. Quando existem queixas de incontinência urinária aos esforços e também de urge-incontinência urinária, utiliza-se o termo incontinência urinária mista.

Incontinência urinária por transbordamento é aquela que ocorre quando o paciente tem uma dificuldade de esvaziamento da bexiga. Quando há um fator obstrutivo e a bexiga urinária não se esvazia completamente durante a micção, o resíduo urinário pode se tornar cada vez maior e ocorrer a perda por transbordamento: perda contínua (gotas), com a bexiga muito cheia. O estreitamento de uretra (que é muito mais freqüente em homens do que em mulheres), bem como o aumento da próstata (em homens) são as causas mais comuns deste tipo de incontinência urinária. Os pacientes com problemas neurológicos também podem apresentar este tipo de incontinência urinária.

Independentemente do tipo de perda urinária, é muito importante que o indivíduo acometido procure um médico urologista para uma avaliação global da sua doença. Existem diversas formas de tratamento da incontinência urinária, desde tratamentos medicamentosos, fisioterapia, até cirurgias minimamente invasivas. Apesar do efeito deletério que a incontinência urinária tem sobre a qualidade de vida, muitas pessoas esperam anos até procurar auxílio especializado. Existe um tabu que precisa ser quebrado:mesmo em indivíduos idosos, a perda de urina não é um evento normal! Em função de constrangimento ou falta de informação, há casos em que o indivíduo se isola do convívio social e desiste de participar de atividades de lazer e recreação. Este tipo de atitude compromete a qualidade de vida das pessoas.

O TERMO BEXIGA HIPERATIVA SE REFERE A UMA SÍNDROME (CONJUNTO DE SINAIS E SINTOMAS) QUE INCLUI URGÊNCIA PARA URINAR ASSOCIADA OU NÃO À FREQUÊNCIA E À INCONTINÊNCIA URINÁRIA.

Desta forma, incontinência urinária de urgência é um sinônimo de "Bexiga hiperativa molhada". Entre as opções de tratamento para a bexiga hiperativa está o uso da toxina botulínica. A injeção localizada e seletiva produz bloqueio muscular específico, impedindo a contração involuntária da bexiga e a perda de urina. Contudo, a toxina botulínica somente é indicada após falha dos tratamentos menos invasivos (medicamentos e fisioterapia).

2) Qual a frequência considerada normal para urinar e quando vira alerta para um problema de disfunção?

Considera-se com normal até 8 micções em 24 horas. Sempre que este número é superior a 8, devemos pensar na possibilidade de bexiga hiperativa.

3) A disfunção pode ser considerada uma doença ou é denominada síndrome? Por quê?

A bexiga hiperativa é considerada uma síndrome, isto é, um conjunto de sinais ou sintomas (como urgência miccional, frequência e incontinência urinária). A síndrome da bexiga hiperativa pode ser idiopática (quando não se descobre uma doença que a justifique) ou síndrome secundária a outras doenças, como por exemplo, doenças neurológicas (bexiga hiperativa em paciente com esclerose múltipla, AVC, etc).

4) Além da vontade de urinar com maior frequência e perda de urina em alguns casos, quais são os principais sintomas e que devem servir de alerta para a procura de um especialista?

São sinais de alerta: ardência para urinar, febre, dificuldade para iniciar a micção e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Neste casos, a avaliação médica precoce é recomendada.

5) O que provoca a disfunção? Tem relação com alguma outra enfermidade?

As disfunções miccionais pode estar relacionadas a um grande gama de fatores, como por exemplo constipação intestinal (intestino preso), dificuldade de relaxamento do esfincter urinário (músculo que segura a urina), doenças neurológicas, diabetes, aumento da próstata, bexiga caída, prolapso uterino, etc.

6) Sedentarismo, obesidade, má alimentação, cigarro, drogas, álcool tem alguma relação ou podem agravar o problema?

Sabe-se que a obesidade é um fator de risco para a incontinência urinária. Em paciente obesos, a perda de 5% ou mais do peso proporciona melhora significativa dos sintomas de incontinência urinária.

O tabagismo pode estar associado a piora da incontinência urinária, especialmente aquela desencadeada após tosse (incontinência urinária de esforço).

7) Quando é mais comum? Há idade ou casos em que ocorre com maior frequência? É mais comum em homens ou mulheres?

A incontinência urinária é mais frequente em mulheres. Estima-se que acometa 40% das mulheres após a menopausa.

Em homens, é mais frequente após a cirurgia de remoção da próstata (prostatectomia radical para tratar o câncer), acometendo 5 a 10% destes pacientes.

Contudo, é importante lembrar que a incontinência urinária pode ocorrer em todas as faixas etárias.

8) Tem cura/tratamento/intervenção cirúrgica? Qual procedimento mais adequado/indicado?

Existe um tratamento ideal para cada tipo de incontinência urinária.

Para os casos de incontinência urinária de urgência/Bexiga hiperativa, por exemplo, o tratamento começa com fisioterapia e medicamentos. Para os casos refratários, existe a possibilidade de injetar toxina botulínica no músculo da bexiga ou, até mesmo, implantar o marcapasso da bexiga (Interstim).

9) Quais são as principais consequências do problema?

Isolamento social e depressão. O paciente fica inseguro para desempenhar as atividades de trabalho e de vida diária.

10) Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico (feito no consultório do urologista, após entrevista e exame físico).

Para casos complexos ou em pacientes com doença neurológica associada pode ser indicado o estudo Urodinâmico, que é um exame para avaliar o padrão de funcionamento da bexiga



Tags: disfunção miccional | incontinência urinária | BEXIGA HIPERATIVA |
 
 
         
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IPSS - International Prostatic Symptom Score

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AGENDA DE EVENTOS
 
31/12/2014 - 3RD INTERNATIONAL NEURO-UROLOGY MEETING - ZURIQUE/SUÍÇA

"O Dr. Márcio Averbeck foi convidado a palestrar no congresso realizado pela Swiss Continence Foundation (Fundação Suíça de Continência) na Universidade de Zurich no final do mês de Agosto/2014. O Dr. Márcio foi o representante da América Latina neste importante evento e palestrou sobre "cateteterismo vesical" e sobre "tratamento da impotência sexual em pacientes lesados medulares"."

 

01/08/2014 - CONGRESSO COLOMBIANO DE UROLOGIA

"O Dr. Márcio Averbeck participou como palestrante no Congresso Colombiano de Urologia, realizado em Cartagena de las Índias no mês de agosto de 2014. O tema da palestra foi o tratamento da incontinência urinária masculina, incluindo o implante de slings e do esfíncter urinário artificial. O Dr. Márcio foi honrado com o título de "Membro Correspondente Estrangeiro" da Sociedade Colombiana de Urologia, recebendo certificação das mãos do Dr. Maurício Plata - Presidente da S.C.U., em cerimônia oficial no dia 16/08/2014."

 

 

 

         
 
Dr. Márcio Augusto Averbeck - Todos os Direitos Reservados