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DOENÇAS E MODALIDADES DE TRATAMENTO
Implante de prótese peniana

Segundo estudos populacionais, estima-se que metade dos homens brasileiros com idade superior a 40 anos irá apresentar, em algum momento, queixas relacionadas à performance sexual. A disfunção erétil (antigamente chamada de impotência sexual) é um distúrbio muito frequente, que pode acometer homens de diferentes faixas etárias. Segundo a definição atual, a disfunção erétil é dificuldade para obter ou manter uma ereção rígida o suficiente para a atividade sexual satisfatória para o casal.

Existem vários fatores que podem prejudicar a função erétil do homem; dentre eles podemos citar:
  • Fatores psicológicos (exemplo: depressão, ansiedade, problemas de relacionamento familiar ou no trabalho, estresse, etc)
  • Diabetes mellitus
  • Hipertensão arterial
  • Colesterol e/ou triglicerídeos elevados
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Baixos níveis de testosterona (ex.: distúrbio androgênico do envelhecimento masculino)
  • Outras doenças crônicas

O que chama a atenção é que os fatores de risco para a disfunção erétil costumam ser os mesmos fatores de risco para a doença cardiovascular. Desta forma, quando um paciente se apresenta no consultório do urologista com queixa de disfunção erétil e tem mais de 40-50 anos, é indicada a realização de exames para descartar outras doenças associadas.

Felizmente, o tratamento da disfunção erétil evoluiu muito nas últimas duas décadas. Atualmente, existem medicamentos de uso via oral que são extremamente eficazes para proporcionar melhora da ereção. Os chamados"inibidores da enzima 5 fosfodiesterase"(sildenafil, tadalafil, vardenafil) são medicamentos frequentemente prescritos pelos médicos urologistas. Existem poucas contra-indicações para o uso destes agentes; dentra elas, podemos citar o uso concomitante de medicamentos vasodilatadores (exemplo: nitratos) e o diagnóstico de angina instável ou doença cardiovascular não tratada. Assim, ressalta-se a importância da avaliação médica antes de considerar o uso destes medicamentos. A automedicação pode trazer riscos importantes à vida do indivíduo.

Caso o paciente não apresente bom resultado com o uso de medicamentos via oral, é fundamental a reavaliação urológica para verificar se o remédio foi utilizado da maneira adequada e pelo período apropriado de tempo.Se realmente o esquema de tratamento via oral não funcionou, existe a possibilidade da administração de injeções no interior dos corpos cavernosos do pênis, a chamada "farmacoterapia intracavernosa" ou FIC. Existem diferentes agentes que podem ser injetados no pênis, como por exemplo a papaverina e a prostaglandina, sempre com orientação e receita médica.

Para os casos refratários às modalidades de tratamento conservador (medicamentos via oral e FIC), especialmente em indivíduos com doenças sistêmicas crônicas que justifiquem a disfunção erétil, há também a possibilidade de implante de prótese peniana. Contudo, este é um tratamento de última linha, pois para o implante da prótese no interior dos corpos cavernosos do pênis, há necessidade de destruição do tecido erétil que ali existe (dilatação dos corpos cavernosos para implante das hastes da prótese). Atualmente, as prótese penianas podem ser classificadas em dois tipos: as prótese flexíveis (ou semi-rígidas) e as próteses infláveis.

A prótese flexível (semi-rígida) é composta de um eixo metálico revestido de silicone, que apresenta diferentes tamanhos (de acordo com a medida de comprimento e circunferência do corpo cavernoso do pênis), e restaura a rigidez peniana necessária para a penetração (atividade sexual). Contudo, este tipo de prótese não reduz de tamanho, sendo considerada menos discreta por alguns pacientes. De outro lado, a manipulação do pênis costuma ser facilmente realizada, mesmo em indivíduos com dificuldades de destreza manual.

A prótese inflável é composta de três volumes: um reservatório (que acumula líquido), uma bomba de controle (ou "pump") e as hastes que são implantadas nos corpos cavernosos. O reservatório costuma ser implantado no interior da pelve (atrás do púbis) e a bomba de controle é implantada sob a pele da bolsa escrotal. Quando não há interesse de manter relação sexual, as hastes permanecem sem líquido (pênis flácido). Quando o indivíduo deseja manter uma relação sexual, a bomba de controle é ativada e o líquido do reservatório se desloca para as hastes, proporcionando o estado de rigidez peniana. Ao término da relação sexual, a bomba de controle deve ser novamente manipulada para "desinsuflar" as hastes. Apesar de ser considerada mais discreta, a prótese peniana inflável tem custo mais elevado do que a prótese semi-rígida. Além disso, a prótese inflável somente é indicada para pacientes que têm destreza manual para manipular a bomba de controle do dispositivo.



Tags: Implante de prótese peniana | disfunção erétil | prótese flexível | prótese inflável |
 
 
         
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AGENDA DE EVENTOS
 
31/12/2014 - 3RD INTERNATIONAL NEURO-UROLOGY MEETING - ZURIQUE/SUÍÇA

"O Dr. Márcio Averbeck foi convidado a palestrar no congresso realizado pela Swiss Continence Foundation (Fundação Suíça de Continência) na Universidade de Zurich no final do mês de Agosto/2014. O Dr. Márcio foi o representante da América Latina neste importante evento e palestrou sobre "cateteterismo vesical" e sobre "tratamento da impotência sexual em pacientes lesados medulares"."

 

01/08/2014 - CONGRESSO COLOMBIANO DE UROLOGIA

"O Dr. Márcio Averbeck participou como palestrante no Congresso Colombiano de Urologia, realizado em Cartagena de las Índias no mês de agosto de 2014. O tema da palestra foi o tratamento da incontinência urinária masculina, incluindo o implante de slings e do esfíncter urinário artificial. O Dr. Márcio foi honrado com o título de "Membro Correspondente Estrangeiro" da Sociedade Colombiana de Urologia, recebendo certificação das mãos do Dr. Maurício Plata - Presidente da S.C.U., em cerimônia oficial no dia 16/08/2014."

 

 

 

         
 
Dr. Márcio Augusto Averbeck - Todos os Direitos Reservados